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02 de Janeiro de 2020 às 13:31 Saúde promove mês de conscientização sobre a Hanseníase

Durante o mês de Janeiro, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Guararema promovem o Janeiro Roxo, o mês de conscientização sobre a Hanseníase. Até o dia 31, será intensificada e reforçada a conscientização dos pacientes e da comunidade sobre a hanseníase.

De acordo com a Divisão Técnica de Hanseníase do Estado de SP, a proposta é “melhorar a compreensão sobre a doença e programa como também promover a participação ativa nos serviços de saúde. Informar a população sobre sinais e sintomas iniciais e principais da hanseníase possibilitando a identificação de casos novos da doença”.

Ao longo da campanha haverá reflexões com os usuários das UBSs desfazendo mitos e concepções errôneas, dirimindo atitudes que reforçam o estigma e a discriminação. Também será realizada a conscientização sobre direitos humanos especialmente os relacionados à hanseníase.

Quanto mais precocemente um caso é identificado, maior a chance de não ocorrer dano neural, e, portanto, não haver incapacidade, além de ser menor o risco de haver transmissão.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae (M. Leprae). Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en¬tanto poucos adoecem. A doença acomete principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. É de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.

Essa doença pode acometer pessoas de ambos os sexos e qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada adoece.

Sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são:
• Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
• Área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento;
• Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos;
• Úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.
Diagnóstico: O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Transmissão: A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento. A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências com períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos.

Tratamento:
O Sistema Único de Saúde disponibiliza o tratamento poliquimioterápico (PQT), recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é a associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequên¬cia quando se utiliza apenas um medicamento, e impossibilita a cura da doença.

Prevenção: A procura dos casos de hanseníase deve se dar na assistência prestada à população geral nas unidades de saúde dos municípios brasileiros, bem como pela investigação dos contatos domiciliares e sociais dos casos diagnosticados, conforme recomendações das Diretrizes para vigilância, atenção e controle da doença no país.

Fonte: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/hanseniase



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